Peito Aberto


O filme A Peleja da Essência, com direção de Shelmer Gvar, tem trilha sonora original composta por Marcílio Pêggo e arranjo de Ives de Melo. A música intitulada “Peito Aberto” retrata a atmosfera incerta e sonhadora dos personagens do longa-metragem. 

The film The Struggle of Essence directed by Shelmer Gvar has an original soundtrack. It was composed by Marcílio Pêggo and arrangement by Ives de Melo.

Tribeca Film Festival

Estão abertas as inscrições para o Festival de Cinema de Tribeca. A 17ª edição do evento acontece entre os dias 18 e 29 de abril de 2018 em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
O valor das inscrições varia de acordo com a data de submissão e do formato do filme. Até 22 de novembro, a taxa para os longas é de 80 dólares e aqueles inscritos durante o prazo estendido devem pagar o valor de 110 dólares. A taxa para os curtas-metragens é única, no valor de 60 dólares. Há também a possibilidade de inscrição antecipada, até 18 de outubro, que custa 55 dólares para longas e 40 dólares para curtas. Em ambos os casos, os filmes não podem ter tido qualquer exibição pública anterior a 1º de janeiro de 2017.

The subscriptions are open for the Tribeca Film Festival. The 17th edition of the event takes place between April 18 and 29, 2018 in New York, United States.

Passageiro - o filme

Wwallace interpretará um lutador de MMA que vive o drama de ser acusado de doping no filme PASSAGEIRO dirigido por Shelmer Gvar. Na vida real Wallace (Mutante) também é lutador profissional.

Champions Fight TF Team


Champions Fight TF Team. FORÇA MUTANTE!

A Peleja da Essência



Direção: Shelmer Gvar

Gênero: Documentário
Ano 2016
83 min

Sinopse: Moyses busca a superação de um de seus momentos mais difíceis. Guilherme segue seu processo criativo com seu espírito andarilho. Cris e Matias celebram a união com um matrimônio na rua e os transeuntes como convidados. Elenito resiste as várias opressões e prisões. Diego e Jimmy carregam seus sorrisos e seus olhares reflexivos e Rodrigo mergulha em sua intensidade, que o faz dançar com a sua própria existência. O dia-a-dia desses oito artistas de rua se funde entre a metrópole mineira e as suas essências mais intimas, quebram pré-conceitos e alimentam conceitos de novas reflexões.

MATÉRIA - Espetáculo Amores




Diretor: Shelmer Gvar
Preparadora vocal: Camila Rezende
Composição musical: Thiago de Matos/Shelmer Gvar
Iluminação: Marcelo Luiz
Dramaturgia colaborativa com coordenação de Shelmer Gvar

O espetáculo teatral "Amores" foi montado no Curso Cultural que teve o conceito de inclusão social para videntes e deficientes visuais totais e parciais. Através desse curso surgiu o espetáculo "Amores".

MATÉRIA - Curso Cultural - Arte e Inclusão Social

Matéria: Teatro para deficientes visuais totais e parciais.
Jornal da Floresta - Setembro de 2011
Professor: Shelmer Gvar
Preparadora vocal: Camila Rezende

O Curso durou 7 meses com 305 horas e teve o patrocínio da FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA DE BELO HORIZONTE.



AMORES - RELEASE TEXTO

Amores é o espetáculo que nasceu do Curso Cultural – Arte e Inclusão Social. Durante todo o curso, dezesseis alunos, videntes e deficientes visuais, doaram as suas experiências de vidas e seus conceitos sobre o que os cercam e praticaram tudo isso através do experimentalismo, improvisos e outros diversos exercícios. O resultado disso foi um emaranhado de emoções que se tornaram cena, um turbilhão de ideias que formaram textos e a escolha do tema amor como a base de nossa história.  Depois foi praticar o ato de costurar os fragmentos de gestos e textos, uni-los em uma ordem cênica e dramatúrgica para que seus conteúdos falassem para uma plateia.

Agora estamos aqui! O espetáculo é fruto da vivência valiosa presenteada por dezesseis alunos, representados por sete deles que puderam se comprometer com uma carga de dias e horas extras que os ensaios de um espetáculo teatral nos pede.

O espetáculo “Amores” tem experiências reais de vidas misturadas com ficção. Cada identificação suas não será mera coincidência. Pois tudo que está aqui, aí e acolá, em cada canto, recanto ou encanto de nossas vidas, busca Amores reais. Amores certo ou errado. Amores terno ou violento. Amores não quer ditar regras e nem reflexão. Amores quer apenas existir. E por existir, estamos aqui. Sendo lidos, vistos, ouvidos e, quiçá, sentidos. Sentido! Está aí uma boa busca para AMORES!
Shelmer Gvar

É com grande alegria que anunciamos que nasce do Curso Cultural – Arte e Inclusão Social o novo Grupo Teatral EPOCHÉ, que dá o primeiro passo para se apresentar no festival teatral 4ª. PROFEST.

AMORES - RELEASE


AMORES
Direção: Shelmer Gvar
Preparação Vocal: Camila Rezende
Músico: Thiago de Matos

FOTOS DA PEÇA TEATRAL "AMORES"


Direção: Shelmer Gvar
Grupo Teatral Epoché

CURSO CULTURAL - ARTE E INCLUSÃO SOCIAL


CURSO CULTURAL - ARTE E INCLUSÃO SOCIAL
Curso TEATRAL gratuito para deficientes visuais e videntes.
Atores, não atores, interpretação, a partir de 8 anos.


MAIS INFORMAÇÕES:
Dias e horários:
Terça e Quarta de 18:30 às 22:00
Sábado de 09:30 às 13:00.


Período do curso:
De agosto de 2011 à janeiro de 2012

3 dias na semana, 288 horas totais.

Data de início do curso:
09 de agosto (terça-feira)

Professores:
Interpretação: Shelmer Gvar
Preparação vocal: Camila Rezende

O curso terá como resultado final a montagem de um espetáculo criado juntamente com os alunos para uma apresentação no Teatro Marília.

Local:
Rua Pouso Alegre 854, bairro Floresta.

20 vagas.

Inscrição: 
Faça o pedido de inscrição pelos tels:
(31) 3421-1495 / (031) 8816-0103 
ou pelo e-mail: 
contato@operariosdaalma.com.br

CURSO CULTURAL - ARTE E INCLUSÃO SOCIAL

A Lei Municipal de Incentivo à Cultura e a Prefeitura de Belo Horizonte, através do Fundo de Projetos Culturais, acaba de aprovar o projeto Curso Cultural - Arte e Inclusão Social que tem como objetivo focar, durante seis meses, nos deficientes visuais, com o objetivo de incluí-los nas artes cênicas. O Curso Cultural - Arte e Inclusão Social é uma projeto da produtora cultural Operários da Alma e conta com os professores Shelmer Gvar (artes cênicas/teatro) e Camila Rezende (fonoaudióloga/preparadora vocal).

Em breve será postado novidades sobre inscrições, material gráfico e imagens do curso.

NAS TERRAS DO RIO SEM DONO

A produtora Biosphera está na produção do longa Nas Terras do Rio sem Dono com direção de Fabricio Leminski. Fico feliz de participar desse filme ao lado de tanta gente boa.

Mais detalhes no http://biospheracinema.blogspot.com/2011_01_01_archive.html


SHELMER GVAR É CHICO
O ator Shelmer Gvar vive um homem massacrado por mazelas sociais. Em Minas Gerais dos anos 1960, dominada pela criação extensiva de gado em terras outrora produtivas e pelas disputas dela originadas, ele é um homem sem identidade, ou passado. De origem muito humilde, teve suas terras tomadas pelo coronel Altino, vive tenso, mas não consegue reagir. É um tímido incurável, um vulcão adormecido que, como o filme indica desde o começo, está prestes a explodir. Mas logo se revela, e, bruto como os seus pares, parte para a luta, metendo o bedelho na rivalidade entre facções coronelistas, e os trabalhadores rurais posseiros que se digladiam um com o outro por mais um pedaço de terra.

Chico tem ao seu  lado a forte e obstinada Tereza, que lhe da força para liderar todo o movimento, fazendo ser uma luta pessoal a favor do bem comum. Chico também acaba se envolvendo com o jornalista Carlos Olavo e seu jornal de esquerda, e com o apoio deste, consegue fundar o sindicado dos camponeses que logo toma tamanho e importância nacional, criando uma situação de tensão acirrada com os coronéis da cidade, e entrando em questões políticas de níveis nacionais.

PRIMEIRO FESTIVAL TEATRAL EM TIMÓTEO


Fico feliz de ver ex-alunos levando tão a sério o trabalho da arte. Brincar de realizar eventos sérios. Foi muito bom receber um convite para participar do juri desse festival. Ainda mais dividindo o juri com um teatrólogo tão especial: Darci di Mônaco. Torço por todos vocês! Parabéns Rúbia e companhia!

Programação: www.festimvale.blogspot.com

NOVA VISÃO

Sunrise by the Ocean, de Vladimir Kush

Andei por um tempo longe dos blogs, twitter, orkut, e-mail e MSN para me dedicar única, exclusivamente à não visão. Frase estranha essa, né? Mas fica mais estranha quando acrescendo que também andei por um tempo longe de quase todos os meus projetos para me dedicar à não visão. E mais estranha ainda quando afirmo que a não visão se faz ver horizontes inimagináveis. E para não deixar essas incógnitas tão vagas, resumo tudo numa frase: “Está sendo ótimo a experiência de ensaiar meus atores deficientes visuais.” São tantas as formas que venho aprendendo a enxergar me desviando da visão do óbvio, que chego à sincera certeza de que para alguns “O ato de enxergar atrapalha o de ver”. Nossa peça se chamará “Superação” e surgiu de um convite que recebi para ser o diretor artístico da ADACD. A mais nova associação ligada ao governo que cuida dos deficientes visuais. Nessa peça o elenco é composto por quinze atores cegos. “Superação” não contará a história óbvia de deficientes visuais querendo se integrar ao mundo dos videntes. “Superação” é o desbravar de um novo universo que se enxerga por olhos internos. Eis aí um motivo ótimo para realizar um worshop num planeta habitados por poucos. Além da peça, vamos realizar um documentário sobre a não visão de uma hora e meia. Boa sorte para todos nós!

DOIS VÍDEOS

O primeiro vídeo faz parte da minha direção para o clipe da banda Isoldina. Música: "Qual o Caminho" do primeiro album entitulado "Cardápio Abstrato". O trabalho foi pela produtora "Operários da Alma".

Já no segundo clipe é um making off de um filme que eu participei.

Espero que gostem!

Beijos na alma

NIETZSCHE DISSE:

Nietzsche disse que a enfermidade fortalece a alma. À primeira vista me pareceu que esse fenômeno ocorre por causa de uma aplicação maior da força de vontade, perseverança e muita paciência vindas do enfermo para adquirir a cura. E tudo isso se aloja num plano etéreo para ser usufruído pela pessoa depois da cura.

Hoje eu já penso diferente. Depois de me acidentar em um treino para um personagem e passar a desfrutar de umas férias forçadas, eu percebi que Nietzsche falava do ritmo. Pelo menos pra mim, foi assim. A enfermidade nos faz ouvir, enxergar, sentir e comunicar em outro ritmo.

É como se tivéssemos que parar de nos distrair com as futilidades do dia-a-dia e recebêssemos um convite, daqueles bem veementes, para fazer um mergulho de ponta-cabeça pra dentro do dentro e do mais dentro ainda, em camadas cada vez mais finas e transparentes. Isso, externamente, a gente percebe através do ritmo. Uma musicalidade mais tocante que emanamos para nós mesmos. Uma visão mais perceptiva.

É por isso que a música, o teatro, o cinema e todas as outras artes existem. É pra provocar essa “enfermidade saudável”, criar uma nova musicalidade sem que precisemos destruir nossos ligamentos musculares e sermos obrigados a andar de muleta. Mas confesso que vivi uma enfermidade de mergulhos agradáveis, paparicos e muitas visitas. Teve hora que minha essência parecia tão simples como um vôo de passarinho. Mas aí percebi esse passarinho carregando o complexo quando perguntei qual era o seu destino.

Complexo ou simples, eu sei que quando fui com uma ex-muleta ao bar-café do Palácio das Artes, os paparicos me acompanharam. Uma recepcionista me impediu de descer as escadas e me conduziu até um elevador especial com um largo sorriso, as garçonetes não cansavam de me perguntar se eu estava satisfeito e os amigos que surgiram, por acaso, aproximavam-se da minha mesa inspirados pela boa prosa.

A filosofia tem vários pontos de vista mas, pra mim, pensando agora de forma muito profunda e séria, Nietzsche deve ter escrito o que citei acima depois de perceber que a enfermidade lhe deu mais bolo de chocolate com morangos e mais paparicos. Isso muda o ritmo! Isso nos faz mergulhar noutra musicalidade e renova a alma! Mas um conselho meu: se puderem escolher entre a arte e a enfermidade, escolham a arte! O efeito para a alma é o mesmo e não tem contra-indicações. O único problema é que os paparicos são menores.

O OLHAR

Sempre que me deparo com um texto para decorar, eu me deparo com um monte de palavras sem sentido e relembro da importância e da força de cada uma. De todos os textos que já atuei e poemas que já declamei, os mais inesquecíveis e que tiveram mais retorno do público, foram aqueles cujas palavras falavam diretamente dentro de mim.

É muito fácil manipular as palavras. A técnica do ator nos faz ter a consciência do efeito que causamos quando aceleramos palavras, quando enfatizamos palavras, alongamos ou encurtamos palavras, sussurramos palavras, colocamos pausas entre palavras e mil outros efeitos para interpretarmos um texto de uma forma que não seja monótono. Mas com isso tudo, sem a verdade e o ritual que cada palavra merece, até o melhor ator do mundo se tornaria um canastrão.

A palavra é tão importante que, usada de forma leviana, machuca. A ausência dela também pode se tornar uma grande agressão. Se todos valorizassem mais a palavra, os cartórios perderiam o sentido, pois uma palavra verdadeira não precisa de contrato para dar segurança. Todos nós guardamos palavras nostálgicas para o bem ou para o mal. Temos arrependimentos de palavras faladas ou silenciadas e nos emocionamos com as palavras emanadas no momento certo.

Vejo pessoas aprendendo palavras de outros idiomas para poderem ter mais poder e oportunidade. Palavras caem sobre as nossas cabeças para nos informar e vender tudo. Já imaginou um mundo sem palavras? Um mundo em que não existisse esse tipo de comunicação? Com certeza, seria um mundo mais silencioso, mas talvez com uma comunicação mais íntegra. Isso se houver o olhar para substituir a fala. Porque o único silêncio que eu vi até hoje que realmente substitui as palavras é o silêncio do olhar. O olhar é o idioma universal.

MAIS UMA SOBRE O TEMPO

Sempre uso este espaço para escrever assuntos que são mais próximos do universo da arte. Aqui eu escrevo de forma simples, meio corrida e com a única pretensão de expressar o que sinto. Hoje este espaço faz um ano de existência e pela primeira vez me veio um tema na cabeça. O tempo. Tem muito de arte nele, porque esse fenômeno talvez seja o único maior que a morte e a vida. Afinal, é quem executa os dois.

Cazuza dizia que o tempo não pára. O provérbio popular diz que o tempo é o melhor remédio e também que o tempo mostra quem é quem. Há muita verdade nisso. O tempo mostra pra gente o que realmente teve ou tem valor na nossa vida. Quem de nós pode dizer que não teve vontade de voltar no tempo para agir diferente e apagar um erro de que nos arrependemos? Quem de nós não teve vontade de fazer parar o tempo para prolongar um momento especial?

O ansioso é aquele que quer agir mais rápido que o tempo. O fracassado costuma deixar o tempo passar sem realizar o que deseja. Quem tem essência de artista gosta de observar com sensibilidade o que o tempo descortina ao seu redor; o homem comum passa correndo só percebendo o ponteiro do seu relógio gritando que ele está atrasado. Percebi que a desculpa daqueles que não estão vivendo é sempre ficar dizendo que não têm tempo para nada. Tem aqueles que dizem isso para evitar um telefonema ou um encontro.

Salve o tempo que nos faz evoluir ou piorar! Que nos faz perdoar ou ser envenenado pela mágoa. Que tem a força de fazer uma arte efêmera ou eterna. Salve esse tipo de fenômeno inflexível, incontrolavelmente constante, pontual e democrático. Um dia eu ainda aprendo a parar o tempo só para agradecer pelo pouco que ele me foi mestre. Feliz aniversário para os que visitam este espacinho desde que ele nasceu nesse tempo de um ano. E para aqueles que leram somente esta crônica, no lugar de bom dia, boa tarde ou boa noite, eu desejo a vocês BONS TEMPOS!

TRECHOS DA FOTONOVELA

Estou deixando aqui algumas fotos da fotonovela que eu fiz. É para revista de literatura "Sertões". Foi um grande prazer contracenar com amigos e voltar com uma arte que é que quase ninguém vem fazendo.